meu pai

Eu vivo longe de muitas pessoas queridas por conta de escolhas. E por isso há muita gente nesse mundo de quem eu sinto falta. Eu sinto muita falta de algumas. E sinto toda a falta do meu pai.

Na história do meu pai há muito de coisas quase tristes e coisas quase felizes. Suponho que na vida de toda a gente também. O diferente do homem de quem eu vim é a maneira como ele vê: com olhos destemidos. Meu pai não tem medo, e não estou falando daquele medo do escuro, que protege a gente de bichos papões, não. Estou falando do medo existencial,  daquele de olhar dois caminhos e parar: aonde ir? O medo da escolha. Meu pai não tem medo de escolher. Quando escolhe ele não lamenta o não escolhido, ele não é tristonho nem eufórico, ele segue somente, caminha, sempre em frente, com a cara no tempo.

E ele é meu herói.

Eu queria saber caminhar destemida e escolher, o nem errado nem certo, nas bifurcações da vida.

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desejos de sea, sex and sun e só.
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